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A metodologia ágil é para o meu negócio?

Quando se fala em gerenciar projetos, não existe bala de prata. O que pode funcionar muito bem em determinados projetos pode não servir para outros. E quando falamos de um negócio, estamos falando sobre o que um dia foi uma ideia num papel. Uma dúvida muito comum nesse sentido de gestão e melhores práticas é a aplicação de metodologias ágeis na gestão de projetos. Quer saber o que são e quais as principais? Continue lendo este post e descubra com a gente a melhor forma de se organizar. Ops, mas antes vamos falar sobre o que é metodologias ágeis?

Afinal, o que é metodologias ágeis?

Metodologias ágeis são conjuntos de práticas que proporcionam uma forma de gerenciar projetos mais adaptável às mudanças. Elas são estruturadas em ciclos curtos sendo que, a cada novo ciclo, é entregue um conjunto de funcionalidades pré-determinado. Portanto, as metodologias ágeis têm como principal restrição o tempo e são caracterizadas por produzirem entregas rápidas e frequentes. Quando olhamos para o mundo VUCA que vivemos, as metodologias ágeis vieram para ajudar o empreendedor a crescer sua empresa acompanhando o movimento do mercado. 

É importante ressaltar que as metodologias ágeis partem do pressuposto que a condução do projeto será feita por uma equipe pequena e autogerenciável. Essa equipe normalmente será sênior, multidisciplinar e concentrada em um único local. Todo o esforço da equipe será empregado na qualidade da solução apresentada, que deverá acrescentar alto valor para o cliente do projeto.

São consideradas metodologias ou frameworks ágeis:

  • Scrum;
  • Scaled Agile Framework (SAFe);
  • Feature Driven-Development (FDD);
  • Test Driven Development (TDD);
  • eXtreme Programming (XP);
  • Dynamic Systems Development Method (DSDM);
  • Microsoft Solutions Framework (MSF);
  • Adaptative Software Development (ASD);
  • Entre outras.

E vamos dividir com vocês a mais comum no mercado e a que implementamos por aqui, no Idea Partner. PS: Sim, sabemos que é um texto longo, e que são muitos detalhes. Resolvemos comprimir um aprendizado de anos e muitos e muitos livros no mercado de forma que a mensagem fique clara e que você consiga implementar na sua rotina o quanto antes. Então pega um café, um pãozinho e vem com a gente!

SCRUM: um mundo sem volta (ou com voltas curtas e rápidas)

O site oficial Scrum.org define:

o método Scrum é “um framework em que as pessoas podem tratar de problemas complexos e adaptativos ao entregarem — de modo produtivo e criativo — produtos de altíssimo valor”.

Pode-se resumir o Scrum como um tipo de metodologia ágil que usa sequências de trabalho incrementais e iterativas (Sprints), garantindo a entrega do maior valor possível com o máximo de eficácia e eficiência.
Tudo que é desenvolvido está sobre três pilares principais:

  • Transparência
  • Inspeção
  • Adaptação

Além disso. em seu esqueleto, o Scrum também conta com 3 Papéis, 3 Artefatos e 3 Eventos.

Papéis principais:
  • Product Owner (PO): Ponto central de poderes sobre o produto, decide quais objetivos devem ser adotados e a ordem prioritária para que eles sejam cumpridos. Tem o dever de manter e comunicar o que a equipe quer alcançar com o projeto

  • Scrum Master (SM): O cara que ajuda todos os envolvidos para adotar os valores princípios e práticas dos scrum, ele é a ponte, quem executa a liderança do projeto e ajuda a equipe a desenvolver sua própria abordagem nos sprints, ele também é um colaborador

  • Developer Team (Dev Team): É o time atuante! Quem de fato constrói o projeto, no scrum quem decide como fazer as coisas e se auto organiza é quem está com a mão na massa!

Artefatos
  • Product Backlog: É aqui que fica a versão decantada da visão do produto, em suas diversas funcionalidades, o PO faz e o SM ajuda, ela deve ser ordenada por prioridade (quem define é o PO))

  • Sprint Backlog: As atividades, conforme priorizadas, vão sendo adicionadas a este segundo backlog)

  • Incremento/Entrega: É entregar o produto ou a meta.

Eventos (ou reuniões)
  • Planejamento de Sprint: Definir quantas tarefas podem ser concluídas dentro do timebox, montar o gráfico de burndown 

  • Diárias: Deve ter cerca de 15 minutos. Revisar o que está sendo feito no sprint para adaptar/otimizar ou reforçar as práticas. Nela, os membros devem se perguntar: O que fiz ontem? O que vou fazer hoje? Algum impedimento que barre a mim ou ao time?

  • Review / Retrospectiva: Entregar o que foi feito(produto). Discutir o que deu certo ou não (processo)

E o que é a SPRINT NA METODOLOGIA ÁGIL E A IMPORTÂNCIA DELA?

Em projetos baseados no framework Scrum (que é esse que comentamos acima) executa-se as tarefas por meio de uma divisão em etapas. Cada uma destas possui um tempo definido, que pode ser um ciclo com duração de uma semana, duas semanas ou até um mês (timebox).

A estes ciclos damos o nome de sprint, que pode ser considerada a principal peça do método Scrum, porque é nele que serão aplicados os demais eventos, utilizando os artefatos produzidos anteriormente e onde é desenvolvido de fato o produto, colocando o Dev Team sob os holofotes.

sprint

Como realizar um SPRINT

A criação de um sprint envolve um trabalho constante de comunicação entre os membros do time de desenvolvimento, compartilhando suas necessidades, sua capacidade de produção e sua evolução no alcance das metas, a fim de evitar a perda de valor no fim de cada etapa.

Tendo em mente as funcionalidades ou objetivos do projeto a ser desenvolvido devidamente priorizadas pelo Product Owner , pode-se então partir para a a primeira reunião do time de desenvolvimento.

Alinhamento

No evento chamado de Sprint Planning é onde se alinha a visão com a força de trabalho. Compartilhando informações, os membros do time de desenvolvimento acertam com o PO quais funções prioritárias serão serão executadas. Esta reunião visa responder duas perguntas primordiais: O que será feito?Como será feito?

Duração

No método Scrum, todo evento ou processo é Time-boxed. Ou seja, tudo que será realizado tem uma duração, um prazo pré-definido, determinado com base em uma análise anterior ou um padrão já conhecido de trabalho. Assim, cada sprint deverá ter sua duração de acordo com a capacidade de trabalho do Dev Team. Normalmente, em equipes que estão no início da implantação do método adotam períodos maiores. É importante que esses timeboxes sejam dados em semanas exatas.

Trabalho

Uma vez finalizado o Sprint Backlog, as atividades são efetivamente iniciadas. Nesse momento, o Orientador deverá se afastar um pouco do time de desenvolvimento, que subdividirá as tarefas de modo a conseguir um maior controle sobre os trabalhos a serem realizados. O método Scrum procura criar um ambiente de trabalho que facilite a solução de problemas por meio da cooperação coletiva. Para isso, é sugerido que o time seja composto (idealmente) por pessoas de diferentes áreas técnicas, a fim de criar um grupo multidisciplinar, o que estimula novas ideias e soluções.

Além disso, a comunicação interpessoal e acompanhamento de resultados é indispensável dentro do sprint para que não haja atrasos ou tarefas não realizadas.

Acompanhamento

Usando as reuniões de Daily Scrum a equipe de produção discute os avanços dos trabalhos, promove brainstorms a fim de encontrar soluções para eventuais falhas e compartilha informações. Assim, fica mais fácil identificar rapidamente gargalos e se reorganizar para eliminá-los. Nesses encontros, o Project Owner pode até estar presente, mas não deve realizar intervenções a não ser que seja solicitado.

Nestas reuniões deve circular as seguintes perguntas:

  • O que foi realizado no dia anterior?
  • O que será realizado hoje?
  • Quais são os obstáculos que impedem o avanço do projeto?
Progresso

A partir do Daily Scrum é possível analisar o progresso e desempenho do trabalho da equipe, buscando as soluções necessárias para os problemas. Para verificar o progresso de cada sprint, um gráfico de burndown pode ser bastante útil, pois, a partir do resultado apresentado nele a equipe pode identificar se está ou não cumprindo com as obrigações firmadas no início do sprint. Caso não esteja, ela analisa o motivo desse desempenho inferior ao esperado. A equipe pode buscar solução em conjunto com o Product Owner, para que todas as etapas desejadas sejam entregues.

Revisão

Ao final de cada sprint, o time de desenvolvimento realiza uma reunião de revisão, conhecida como Sprint Review. Essa reunião deve incluir o time de desenvolvimento, o Scrum Master e o Product Owner para compartilhar os incrementos alcançados. 

É também na Sprint Review que a equipe de desenvolvimento apresenta o tudo o que foi desenvolvido do Backlog, o que não foi desenvolvido e as dificuldades presenciadas. De acordo com a avaliação do Project Owner, a equipe de desenvolvimento pode efetuar melhorias no projeto ou implementar novas funções.

Tudo isso visa a transparência, mostrar o que já foi executado e o que falhou e será refeito, além de permitir uma análise ampla das etapas de desenvolvimento, sem correr o risco de um produto final indesejado ou malfeito.

Reflexão

Após o encontro de revisão, a equipe de desenvolvimento deve se reunir com o Scrum Master para compartilhar sua opinião sobre o projeto e refletir sobre as práticas adotadas. Esse evento é chamado de Sprint Retrospective e tem o objetivo de analisar o processo de desenvolvimento do produto, não o produto em si.

Nessa reunião circulam as seguintes questões:

  • Será que podem ser empregadas em outras iniciativas?
  • Quais foram os pontos positivos e negativos verificados?
  • O que pode ser melhorado?

É importante que o Scrum Master encoraje todos os membros a darem a sua opinião sobre o trabalho realizado. Esse é momento de corrigirem qualquer falha processual detectada. Com isso, é possível tanto reforçar os métodos que devem ser repetidos, desde que alterados ou mesmo, abandonar de vez determinado procedimento.

Lembre-se, o método permite uma rápida mudança de foco, que auxilia na resolução de problemas, no atendimento a uma mudança repentina no mercado e na redução de retrabalhos e problemas de comunicação. Tudo isso, influencia no tempo de execução e na satisfação do cliente.

Ufa, MUITA COISA NÉ? Pois é! E o benefício de implementar as metodologias ágeis no nosso dia-a-dia está relacionado com o foco nas atividades e a busca por atualização constante, mantendo seu negócio sempre atemporal. Além disso, como 

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